Vivi todos os meus sonhos
Desde que me senti vivo
Incompleto e por vezes desumano
Contudo vivo na desordem e no caos
Interior…
Eternamente buscando um simples segredo
Que teimo em descobrir
A vida são alguns segundos contados pela não paragem do tempo
O tempo…
O desconhecido deambula por entre nós
Percorrendo a vida com a sólida experiencia da velhice
Quem és tu que andas por entre a multidão
Perpetuando um grito de liberdade a cada momento de glória
Onde reina o sangue e o valor dos homens
Existiu outrora um cavalo branco
O qual me chamou á verdadeira vida
A vida das descobertas e dos prazeres mundanos
Como me seguiu por entre as ruas e praças antigas
Onde fidalgos e prostitutas passaram as suas noites de orgia
Quero ver para além do mundo… pois o mundo corrompeu-se
E prostitui-se uma vez mais…
Perante a sociedade negra
Tenho um resto de esperança
Algures no fundo da minha alma

Este é o meu poema para ti,
Guerreiro
Atolhado na fúria das batalhas
Deus ou diabo ensanguentado
Fé removida pelo desejo
Alterado pelo suor da madrugada
Tu sabes do que falo
O ódio que me refiro
Animal ou besta
Sabes que eu te conheço
Olhei-te nos olhos…
E confrontei-te com a verdade
Alcançaste o teu desejo
E tens medo de te mostrar
Mas não bebes para escrever poesia
Nem te drogas para te catapultares para outra dimensão
Tens medo…
Tens receio
Do que possas escrever…
E quando olhas a tua vida
Vês um circo de números incompletos
Jornadas poéticas
Escritas nas madrugadas em que te sentias sozinho
De que tens medo?
De alguém para te ver?
Para te olhar no teu intimo…
A tua espada anseia um ultimo golpe!
A lâmina está drogada…
Pelo teu murmúrio
Saudade de vida eterna
E tu sabes… Sabes mais do que me dizes…
Como vai ser no final do túnel?
Anjo…
Momento de liberdade
Onde a alma é deixada sobre um véu
E um prisioneiro olha de novo a estrada
Eu sou eu!
Consegues Perceber?
Emoções e desejos
Vê-me e sente-me!
Com os teus olhos
Sou um guia neste circo
Posso fazer com que a Lua não gire mais em torno da terra
No meu mais intimo desejo
Posso fazer com que o ar que respiro se torne o espaço que tu ocupas
Sou Eu!
E eu posso!
O medo…
Um ataque!
Uma criança que fica sozinha na noite
Animais mortos…
Sombras
Uma faca afiada que afirma entrar pelo teu corpo