Sabias que a liberdade existe no caos?
Que a morte vem lentamente?
Ou que somos parte de um só…?
Retraidos numa civilização que recua lentamente
Para um abismo perfeito de alucinações imperfeitas
Já estive em alguns lugares
Em muitos desfiles…
Mas nenhum se compara a este circo
Começo a alucinar no meio de um jogo
Como uma canção desesperada
Mais um dia,
Outro dia…
A sensação de escolher ou ter escolhido
Talvez ser escolhido
Confidencias á meia-noite
Será que vivemos para isto?
Ou então morremos para nada…

Cães enraivecidos nas manhãs de Março
Um aviso de uma vida inconsciente
Sobra um último suspiro
E caio na arena de cor púrpura
Já não aguento mais a busca
Não consigo mais caminhar por uma estrada que não tem fim
Ou apenas terá um fim aparente
Que se mostra longínquo
Inseguro e vestido de preto
Encontrei em tempos
Alguma paz interior
A qual não soube preservar
A caminho da glória
Esqueci-me do tempo
E devolvi o que me tinha sido dado
Num prato cheio de sangue
Derramado pela invisibilidade que causei
Aos que me rodeiam
Amo a vida, mas por momentos senti que não fazia parte dela
Ou que ela me tinha abandonado em qualquer estação
Embriagado e deitado num banco de madeira
Esqueci-me de como era o tempo dos justos
Até mesmo dos fiéis
O Silêncio fez de mim algo que não imaginava
Poderoso Silêncio
As emoções que quero mostrar mas não se mostram
Por vezes escondem-se de mim…
Mas continuo a ser amante de todos os sentidos